Chamada de artigos Neomedieval 8 (2027)
Entre história medieval e fantasia medievalizante: sobre os neomedievalismos da música metal
Organização: Amaranta Saguar (Universidad Complutense de Madrid, amarantasaguargacia@ucm.es)
Prazo para recebimento de artigos: 31 de julho de 2027
Quando Medievalism and Metal Music Studies: Throwing down the Gauntlet (Barratt-Peacock e Hagen 2019) finalmente veio a público, já se produziam estudos sobre os neomedievalismos da música metal havia quase vinte anos. Dos trinta e três trabalhos anteriores à sua publicação reunidos na ISMMS Metal Studies Bibliography, trinta apareceram na década de 2010, de modo que esse volume representa o ponto culminante desse auge da atividade de pesquisa sobre o tema.
Embora a década de 2020 tenha trazido três capítulos dedicados ao tema em The Oxford Handbook of Music and Medievalism (Hagen; Trafford; Vaughn Carlos), assim como as imprescindíveis monografias de Spracklen (2020), Baur (2025) e Saguar García (2026), e ainda nos reserve ao menos mais um volume coletivo (Surek e Jaser, previsto para 2027), é evidente que houve uma diminuição do interesse dos pesquisadores por esse tema que não se explica pelo seu esgotamento; ainda há muito a dizer sobre os neomedievalismos da música metal. Assim, esta chamada busca receber artigos em qualquer uma das línguas aceitas pela revista Neomedieval que estudem as diferentes maneiras pelas quais a Idade Média se manifesta na música metal e em suas vertentes. Serão especialmente, mas não exclusivamente, bem-vindos os trabalhos que esclareçam alguma das seguintes questões:
1. O medievalizante não heroico na música metal: como, por exemplo, amor cortês, arte dos jograis, arquitetura
2. A fantasia medievalizante na música metal, como, por exemplo, fontes, manifestações, funções
3. Neomedievalismos sonoros e visuais na música metal, como, por exemplo, instrumentos, grafismos, suportes
4. O medievalizante como veículo de expressão emocional na música metal, como, por exemplo, luto, raiva, amor
5. O medievalizante como veículo de expressão – ou contestação – identitária na música metal, como, por exemplo, de gênero, étnica, nacional, religiosa
6. O medievalizante como imaginário transnacional na música metal, como, por exemplo, transferências culturais, adaptações locais
Este número temático está aberto a especialistas de todas as disciplinas das Humanidades e de campos interdisciplinares, como os estudos culturais, os estudos de gênero etc., independentemente de sua atual posição acadêmica ou vinculação institucional.
Bibliografia
Ruth Barratt-Peacock e Ross Hagen, eds. (2019), Medievalism and Metal Music Studies: Throwing Down the Gauntlet, Londres, Emerald.
Kilian Baur (2025), Dark Medieval Times: Das Mittelalter im Metal, Stuttgart, Kohlhammer.
Ross Hagen (2020), «A Gothic Romance: Neomedieval Echoes of Fin’amor in Gothic and Doom Metal», em The Oxford Handbook of Music and Medievalism, eds. Stephen C. Meyer e Kirsten Yri, Oxford, Oxford University Press, pp. 546-563. https://doi.org/10.1093/oxfordhb/9780190658441.013.49
Amaranta Saguar García (2026), Medievalism, Popular Culture and Politics in Metal Music: the Case of Hispanic Epic Themes, Bristol, Intellect.
Karl Spracklen (2020), Metal Music and the Re Imagining of Masculinity, Place, Race and Nation, Londres, Emerald.
Jonathan Surek e Christian Jaser, eds. (previsto para 2027), Mittelalter. Interdisziplinäre Beiträge zur Rezeption des Mittelalters im Heavy Metal, Bielefeld, transcript.
Simon Trafford (2020), «Viking Metal», em The Oxford Handbook of Music and Medievalism, ed. Stephen C. Meyer e Kirsten Yri, Oxford, Oxford University Press, pp. 563-585. https://doi.org/10.1093/oxfordhb/9780190658441.013.34
Caitlin Vaughn Carlos (2020), «“Ramble on”: Medievalism as a Nostalgic Practice in Led Zeppelin’s Use of J. R. R. Tolkien», em The Oxford Handbook of Music and Medievalism, ed. Stephen C. Meyer e Kirsten Yri, Oxford, Oxford University Press, pp. 529-546. https://doi.org/10.1093/oxfordhb/9780190658441.013.48